segunda-feira, 4 de abril de 2011

Soneto III

O dia amanheceu alegre, verdejante
exalando alegrias nas plantas orvalhadas
e respirando a fumaça da esperança almejante
que meu corpo expurgue a solidão marejada.

Fundida na dura carne revoltosa
de surras enérgucas das paixões serenas
rubros rios rolam pela costa arenosa
e forma o lago informal de lágrimas apenas

A manhã estava alegre, transformou-se em cinza
na luz dos olhos reflete a triste tinta
que disfarça o sal das faces

Revelam em mim um sorriso ilusório
que não existem na realidade
aliás, anjo sagaz, caído na infernidade
                                                         Felipe Soares

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