quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Poesias avulsas

Conclusão

Se me ponho, depois de tudo, a pensar que está morto
poderia sugerir a mim um certo conforto
pois pelo caminho que a morte lhe conduz
saberia que dentro da minha alma estás fora.
Já não era sem hora
mas veja que no fim do caminho há luz.

Agora te considero um mortal veneno
sei que queres se afastar, eu entendo
sua meninice te impede de ser versátil
mas não tira de teu corpo aquele fulgor
que emanou tanto fogo em noites de amor
hoje, não passa de uma lembrança retrátil.

Lembranças que escreverei em meu livro
da vida vida vadia que levei. A você me refiro
como o homem triste que atravessou a porta
bateu-a e o rugido deixou-me sem vida.
Sem problemas, é apenas meandros desta lida
Mas não reclames ó Reminiscência morta.

Se pensas que podes voltar a mim: esqueça
quero que por um tempo, longe de mim permaneça
assim evito qualquer eventual fatalidade
deixe-me um pouco no conforto da solidão
só assim repararei seu estrago no meu coração
e quem sabe, por que não? apostar em nossa felicidade.

Felipe Soares

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