domingo, 16 de janeiro de 2011

Soneto I

Nunca ou sempre feliz!

Ando a pensar numa estrada escura
sobre minha vida vadia e vadios amores
através de secas lágrimas que perdura
na minha alma cheia de dissabores

Resta nesta estrada a luz fraca da Lua
que me recordas da tua imagem nua
o meu corpo a delirar como um vulcão
mas austera realidade enfim me faz pisar no chão

Penso na maravilha do amor
e na arrogância da solidão
nos momentos de eflúvio ardor

E que não ouse pensar por um triz
que por tudo que passou meu coração
eu perdi a chance de ser feliz.

Felipe Soares

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