quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Poesias avulsas

Conclusão

Se me ponho, depois de tudo, a pensar que está morto
poderia sugerir a mim um certo conforto
pois pelo caminho que a morte lhe conduz
saberia que dentro da minha alma estás fora.
Já não era sem hora
mas veja que no fim do caminho há luz.

Agora te considero um mortal veneno
sei que queres se afastar, eu entendo
sua meninice te impede de ser versátil
mas não tira de teu corpo aquele fulgor
que emanou tanto fogo em noites de amor
hoje, não passa de uma lembrança retrátil.

Lembranças que escreverei em meu livro
da vida vida vadia que levei. A você me refiro
como o homem triste que atravessou a porta
bateu-a e o rugido deixou-me sem vida.
Sem problemas, é apenas meandros desta lida
Mas não reclames ó Reminiscência morta.

Se pensas que podes voltar a mim: esqueça
quero que por um tempo, longe de mim permaneça
assim evito qualquer eventual fatalidade
deixe-me um pouco no conforto da solidão
só assim repararei seu estrago no meu coração
e quem sabe, por que não? apostar em nossa felicidade.

Felipe Soares

domingo, 16 de janeiro de 2011

Soneto II

Dissolução

Eu te amo sim, mas não haja com presunção
pois eu me renderia e me condenaria a sova
que o amor traz, mas descobri sua traição

Não ouse em pedir perdão ou trazer flores
alma indigna, imoral, inútil e insana
pois depois de você terei mais amores
achas que vou chorar por ti ó doidivanas

O Sol brilha mais intensamente
e o brado do meu coração soa alegremente
e a vida veio e me toma pela mão

Me leva a um claustro onde hei de perecer
na compahia perene da solidão
fazer com que o amor venha a se dissolver.

Felipe Soares

Soneto I

Nunca ou sempre feliz!

Ando a pensar numa estrada escura
sobre minha vida vadia e vadios amores
através de secas lágrimas que perdura
na minha alma cheia de dissabores

Resta nesta estrada a luz fraca da Lua
que me recordas da tua imagem nua
o meu corpo a delirar como um vulcão
mas austera realidade enfim me faz pisar no chão

Penso na maravilha do amor
e na arrogância da solidão
nos momentos de eflúvio ardor

E que não ouse pensar por um triz
que por tudo que passou meu coração
eu perdi a chance de ser feliz.

Felipe Soares

Do amor e outros demônios

          Demônios são todos os seres dotados de carne que nos fazem, através de seu toque sutil, virar um demônio com asas bem bastas, cabelos loiros cacheadinhos, auréola e lira, no começo. A primavera do amor é tão pueril, é como o desabrochar dos lírios com o alvorecer de um Sol que irradia luz a todos os recantos de um coração. Os dias passam-se como minutos, a Lua ilumina mais que o Sol, predomina os idílios e os ilumina como um farol. O sal do mar vem doce para os lábios, o barulho das ondas é o fundo musical, a areia é o picadeiro e o manto da noite é a lona do circo deste pandemônio chamado fogo do amor, vulgo paixão.
          O demônio passa de um estágio primaveril para um estival relativamente rápido - É, rápido para você, mas para o amor fora infinitamente lento. - No período estival o Sol descortina de tal modo, que sua beleza só é visível com a mão sob os olhos, os lírios já estão desabrochados e a preguiça assoma-se a gula nesta fase, exacerbando nos corpos uma certa vaidade, eis intensidade. Noites quentes de verão, caem-se as asas e joga-se fora a auréola, a voluptuosidade emana na alma e a embebeda de terceiras intenções, descobre-se que o mar é salgado a areia é fina e as ondas são nostálgicas.
           E o infinito da lentidão torna-se visível, o outono se a aproxima o frio se apronchega, as rosas fecham-se, as folhas caem, o sal do mar é ardoso, a areia é movediça e as ondas são barulhentas demais, os passos são largos, os dias são meses, a pele é propensa a cicatrizes, sobre o dossel do amor naum há uma fogueira como outrora, em vez disso há ralas brasas. A garganta cria nós, a rotina se torna um professor cruel e nos acostumamos com ele, afinal nos acostumamos com tudo que é infortúnio... As estrelas apagam-se com as nuvens, não só as estrelas, mas o brilho dos olhos que sufocam os soluços do coração também.
           Um triste espetáculo quando o demônio toma sua forma final; a parte hibernal (minha velha conhecida), nos mostra o que de fato é demoníaco: o passado e o amor, nos avisando que o infinito tem fim que o "pra sempre" nunca é sempre, que o mar dissolve tudo, a areia é dura como rocha, e as ondas são feias e grosseiras, a noite é breu, os nós da garganta destaram; a porta bateu quando foi embora e ruiu tanto que abriu uma ferida em mim e as lágrimas de sangue envolveram meu angelical corpo de demônio num claustro de mágoas. - Me deixe em paz! - O dossel virara um esquife de gelo, a rotina virou solidão, a tempestade é furação, os dias são milênios, o Sol queima, o relógio não mostra nada, as cinzas perfumam e as rosas ainda enfeitam com triste beleza meu túmulo, o belo é fúnebre, a festa é enterro a voluptuosidade é condenação e caem estrelas, não há sensações, há gritos mudos, lágrimas ocultas, há uma dor a dilacerar, Pois o amor nunca é tão cruel quando pensas que vai acabar.

                                            Felipe Soares Cardoso, vítima de um demônio chamado amor


P.S: A felicidade, o amor e outros demônios estão a um riso de distância, abra a porta, deixe entrar.
       Pode ser que passe o nosso tempo como qualquer primavera, espera. Me espera, eu vou voltar.

Trocando em Miúdos

Trocando em Miúdos 
Chico Buarque
Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim?
O resto é seu

Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar

Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter

Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel

Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde

domingo, 9 de janeiro de 2011

Amor em 4 atos - Mil Perdões

Mil Perdões 
  Chico Buarque

Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais

Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim

Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)

Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair

        Perdoar por te trair, como explicar esse fortíssimo verso? - simplesmente deixe-se levar pela emoção da melodia que em harmonia com a alma de quem ja foi traído desce pela dorsal a branda lágrima da lembrança que nos faz reviver o pulsar do coração o cheiro da emoção e a dor de viver. Viver por te ver com outros enquanto amargo o doce que põe na minha boca ,não é uma sina permanente para meu contentamento (ou não). Perdoar porque choras quando eu choro de rir... isso até recai noutra música dele chamada Olhos nos Olhos. Mas Mil perdões por não ser aquilo que poderia ser, que você queria ver e que não apareceu, ficou resguardado no ínterim de um espelho que guarda meus sorrisos de antes e que não voltam. Mil perdões por te suportar, por te ouvir lamentar, por perder a chance de dizer  que eu te amo. Mil perdões por te amar.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Terra em Miniatura

         Se pudéssemos reduzir a população da Terra a uma pequena aldeia de exatamente 100 habitantes mantendo as proporções atuais seria algo assim:

          57 asiáticos
          21 europeus
          8 africanos
          4 americanos
          52 mulheres
          48 homens
          70 não seriam brancos
          30 seriam brancos
          70 não cristãos
          30 cristãos
          89 heterossexuais
          11 homossexuais
          6 pessoas possuiriam 59% de toda a riqueza
          Das 100 pessoas, 80 viveriam em condições sub-humanas
          70 não saberiam ler
          50 desnutridos
          1 pessoa prestes a morrer
          1 bebê prestes a nascer
          1 pessoa teria educação universitária
          1 pessoa teria um computador


           Agora pense... se você se levantou nesta manhã com mais saúde que doenças, então você tem mais sorte do que milhões de pessoas que não sobreviveram nesta semana. Se você nunca experimentou os perigos da guerra, a solidão de estar preso ou a agonia de ser torturado ou a aflição da fome, então você está melhor que 500 milhões de pessoas.
           Se você pode ir a sua igreja sem medo de ser humilhado, preso, torturado ou morto, então você é mais afortunado que 3 bilhões de pessoas de pessoas no mundo. Se você tem comida na geladeira, roupa no armário um teto sobre sua cabeça e um lugar onde dormir, você é mais rico que 75% da população mundial.
           Se você guarda dinheiro no banco, na carteira e tem algumas moedas em um cofrinho... já está entre os 8% mais ricos deste mundo. Se seus pais ainda estão vivos e unidos você é uma pessoa muito rara.
           Se você conseguiu ler esta menasagem, então é mais afortunado que milhões de pessoas que nem sequer sabem ler.

Basta de Mim

   


      Basta um dia para me ver
      Basta outro para me rever
      Basta um mês para me conhecer
      E  mais outro para se surpreender
      Basta um ano para me suportar
      E mais outro para me ter
      Basta muito tempo para me amar
      Mas basta pouco para me esquecer

Meu mundo

               Eu poderia procurar em todos os espaços paralelos e transversais ao meu mundo, em alguma secção dimensional, em todas as estrelas do meu mundo, em todo o vocabulário do meu português, em todas as praias, áreas, paraísos... alguns resquícios de passo seu, olhar seu, voz sua, cheiro seu que me fizesse delirar, pensar, penar, devaneiar, dilacerar, definir, redarguir, sentir, mentir... enlouquecer.
               Eu poderia procurar no fim do arco-íris, no mais alto inferno ou no mais profundo elíseos, um olhar seu que se expandiu ao infinito, um segredo maldito que só algum sabido terá capacidade de revelar este segredo escondido que você faz questão de disfarçar.
               Mas eu te achei. Nossa! - Que surpresa, eu procurei em vão no mundo algo seu, mas como procurar você no meu mundo, se você é meu mundo, meu segredo profundo, oriundo de um sentimento que se bem lembro, estava adormecido em meu coração, esperando meu mundo chegar para enfim perceber que eu não existo sem você!

Felipe Soares

Carta aos novos amigos

Carta aos meus amigos

                    Quem se atreve a descobrir o significado da palavra amigo? Na verdade é impossível descobrir tal significado. Meu velho amigo Shakespeare dizia alto e em bom som: Amigos são a família que nos permitiram escolher. Vocês são a escolha de uma família alternativa, braços para abraçar, mãos para apertar, ombros para chorar, amargar a constante e sofrida lida da adolescência. Alguns de maneira mais explícita do que outros obviamente. Esta carta eu dedico aos meus novos companheiros: Ygor (esse já é antigo), Mônica, Bruno, Felipe, Érika e Cáritas.
                    O que direi será em uníssono e as carapuças aqui postas... ah! Em alguém há de servir e prontifique-se quem achar a sua. Numa mata enlevada de astúcias e ‘cobrices’ alheias, encontro numa fase deste ano a personificação da amizade, dizem que os diamantes mais valiosos são os negros, pois sim, aparecera lapidado a mim um diamante negro de personalidade marcante, bem como seus brados que ressoam com certo humor em nossos ouvidos. Só tenho a agradecer esta pessoa que me encoraja a olhar o sol de frente e que diz bem baixinho fazendo com que todos ouçam: “-É amigo, o sol queima se exposto demais, mas passa um protetorzinho!”
                    Não tens noção da importância do teu ombro, por mais que eu dissesse que estava tudo bem, e ás vezes não estava, você me apoiava. Quero que saibas que nem sempre o sorriso que dou é a vida que levo, mas bastava me unir a você para fazer tudo isso se perder e sorrir com gosto. Se há no mundo um doce que eu passei a apreciar mais, sem dúvidas esse doce é o Nucita, mas não é qualquer nucita não. Iludem-se aqueles que acham que é só abrir o lacre e saborear. Essa nucita tem um “quê” de amargo, pois tudo que é muito doce faz mal, aprendi com essa nucita rara que tirar um 8,3 numa cadeira técnica é motivo para cara emburrada, pois não deu melhor de si. Ela deve ter aprendido uma lição valiosíssima: Não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Outra coisa: Não esqueça de aproveitar sem dó a melhor fase da sua vida, pois o tempo é curto.
                    Adorei você em gênero, número, grau e conteúdo. Quer uma prova? – Você é um mulherão com uma inteligência escrita no plural de grau que não é nem “inha”, nem “ão”, é “créu” e de conteúdo inestimável. Depois de andar bastante, não é que eu encontro alguém parecido comigo. Nos modos à mesa em algumas ideologias... Sim, conheci esse nadador de primeira linha que faz a linha mais misteriosa que encontrei. Um desafio tentar compreender essa natureza tão gentil e bondosa. É, essa pessoa ama, sente dor, e principalmente alegria e outro desafio, é entender também o fato de não ter tríceps, por mais que pague seus infindáveis apoios de frente, jamais vou entender. Você é a personificação de carisma. Enxergo em você uma pessoa simples e de cérebro afiado, pra ser sincero um dos mais vorazes que encontrei.
                  Você meu caro, tem um futuro brilhante e eu espero estar atrás, para desfrutar do brilho que você deixar, porque se eu aproveitar uma pequena parcela que for desse brilho, eu vou longe, não que você seja meu ídolo, não! Mas você é um rapaz que me faz entender o significado da palavra tranqüilidade e de amizade também. Além de tudo isso me faz entender o significado de ductibilidade. Dentre a leva de amigos que ganhei ao longo deste semestre me deparo com um que infelizmente não tive muito contato para redigir algo mais completo, e não é pelo fato de ele ser negro (rsrsrsrs), mas simplesmente pelo fato de não conversarmos muito. Mas isso não impede de lhe dirigir algumas simples palavras, nadador também de primeira linha, principalmente se evidenciarmos o estilo peito, me faz ver que é possível nadar peito com velocidade negativa, mas enfim, faltam-me palavras para te definir, embora tenha certeza que posso contar com sua confiança e seus jatos de água após o término do seu treino.
                   Fora do âmbito mecânico em questão ressalvo a presença de uma pedreira, tão encantadora quanto ingênua. Acredite. Isso não é um defeito, ver o mundo sem maldade é uma virtude para poucos, mas saiba que esse mundo é uma selva e prevalece a lei do mais forte, ou daquele que agüenta mais. Nossa relação se estreita com o tempo, lembra quando eu era seu confidente e conselheiro amoroso? – P.S: e ainda sou - Pois sim, tais imagens ficam guardadas na minha memória e de você vêm essas imagens das nossas risadas e do meu olhar fraternal para você. Você me faz entender o significado da palavra singela. Deixe-me ver, falta uma, mas não por isso não menos importante... vish! Outra preta, outro diamante, encantadora e de sangue quente. Mexa com algum de nós e veja a fera na qual ela se transforma para defender seus amigos. Dona dos meus abraços mais apertados. Admiro-te profundamente, estás guardada em mim.
                   Aliás, todos estão guardados em meu peito, que estas palavras aqui ditas não fiquem esquecidas, pois isso além de uma prova de carinho é uma prova de amor. Alguns de vocês mencionados aqui, provavelmente eu verei só em 2011 então caso assim seja desejo meu clássico Feliz Natal e um próspero ano novo, é essas conversas clichês. Mas de coração, espero que achem a felicidade, porque na categoria de amigos não deixarei vocês serem cadáveres adiados e infelizes e sim eternos peregrinos da felicidade e do amor.

Eu amo a vocês!


Felipe Soares Cardoso

Gislane... a pedra no caminho!

Louca, insano grito de felicidade que percorre minhas veias
Um retumbante brado plácido que faz os meu átrios
Retraírem e pulsarem, eu acho que é ódio, ou ira
Ou amor.? - Pouco me importa, pois o que vale é o
Que sinto. Não sei porque escrevo, talvez pra esse
Sangue todo esvaziar e acalmar o pulsar.
Eu sei que a cicatriz jamais cicatrizará; arde, mesmo
Quieta em si só por olhar pra seus negros olhos.
Meu diário, meu assento para o grito mais mudo e para meu desalento.
Eu tenho um amigo que dizem que vou me casar com ele,
Duas vezes... Às vezes eu acho que ele me ama, me azucrinar
É maneira dele de amar, chata e estúpida, mas eterna e cativante
Sinto-me forte. Ilusão, eu não estou ficando forte, eu sempre fui,
Mas achava que não precisava desabrochar.
O mundo bate à porta e a suavidade da minha força vai
Me fazer aguentar, jamais perderei minha essência
De frágil inocência.

Meu primeiro encontro com a morte - 27/09/2010 às 13:00


         Uma molécula disse sim a outra molécula, e assim surge a vida, tão frágil, que nem nos damos conta de tal vulnerabilidade. Quando criança temos uma utopia em mente, uma realidade não provada, mas queridos, a vida é mais que uma utopia, é um trajeto de tragédias e comédias que dão o doce da vida, ou amargo. Não importa. O que importa é o que se aproveita das chamadas experiências, e por mais que eu tenha participado pouco da vida dele, afirmo que foram curtos noventa anos bem vividos. Sabiam que heróis são pessoas que decidiram fazer o que era necessário fazer enfrentando as conseqüências? – Aqui jaz um herói, comprometido com sua humildade e com um braço que ergueu uma enxada para dar de comer a seus filhos, sustentou uma grande família e apoiou-se em outros braços para andar e agora repousa humildemente sobre seu peito dando adeus.
         Envelhecer é um privilégio concedido a poucos, pois muitos hoje em dia não envelhecem, são apenas cadáveres adiados. O sofrimento já fora esquecido, as lembranças ficarão em nossas memórias, permitindo assim um espelho para nós. Que as lágrimas que aqui caem, logo dêem espaço para sorrisos, pois nele já não dói mais. Morrer não é o fim, é apenas um novo ponto de partida. Uma luz disse sim a uma alma e a morte fez a transição. Morrer não dói caros amigos, e me perdoem pela demora, mas não acho digno uma grande pessoa no seu último adeus, ficar sem algumas poucas palavras de amizade e amor.
         Perdemos um pai, um esposo, um avô, bisavô, sogro e amigo, mas apenas fisicamente, pois ele vive em cada um dos que o ama, em mim tem a imagem de um velho moço acenando discretamente, mas vale por uma existência inteira. Ele vive em vocês!

                                                                                                                          Felipe Soares